terça-feira, 22 de junho de 2010

Mala pronta


Sobre não ganhar na promoção talvez existente (ou não) da Nestlé, viagem aos EUA e arrumação de mala

Vou ficar sumida uns dias (ou não... mas mais provável que sim). Não ganhei nenhuma promoção da Nestlé como citei no post sobre Vacina contra H1N1 (afinal, teve promoção da Nestlé ou não??), mas estou de partida para os EUA. (E não vou precisar do cartão de vacinação contra H1N1... mas enfim!)
Não sei se estou passando mal por causa da aparente sinusite que me atacou de repente ou se é de nervosismo... o que sei é que fazer as malas deu muito trabalho! E agora há 30 min de ir para o aeroporto eu estou com a constante sensação de que estou esquecendo algo! Talvez seja por isso que eu esteja passando mal de nervoso (ou de sinusite... anyway)...
Eu queria mesmo fazer que nem o velhinho do filme "Up - altas aventuras". Levar a casa inteira seria a única solução, a meu ver, de não esquecer nada. Cortando a parte dos cachorros e tal, seria bem maneiro...
O importante é que assim que eu tiver acesso à internet lá na terra do tio Sam (nem que eu peça para usar o pc dele) eu posto algo sobre a viagem, os EUA ou qualquer devaneio sobre nada a ver com nada...
:)
See you later!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

De louco todo mundo tem um pouco...

Sobre origami, manias e um conselho pra vida toda

Cheguei em casa um dia desses toda empolgada porque uma amiga do trabalho tinha me ensinado a fazer uma estrela de oito pontas de origami. Minha irmã me jogou logo um balde de água fria dizendo que fazer origami era coisa de gente chata. Ela explicou. Toda pessoa que faz origami, de acordo com a minha irmã, é chata porque sempre que não tem nada pra fazer logo começa a fazer aquelas milhões de coisas que dá pra fazer com papelzinho colorido (coisas que a meu ver nem sempre condizem com o nome que levam. Tem um peixinho de origami que parece qualquer coisa menos peixe...) e ficam dando pras pessoas ao seu redor. Eu concordo que para alguns isso pode ser uma chatice. Fique tranqüilo que eu não sei fazer tantos tipos de dobradura a ponto de essa se tornar a minha mania...
Mas pra ser bem sincera, todos têm suas manias estranha. E muitas manias têm até um significado com base em estudos avançados em psicologia. Ou não. Dizem que quem rói unha o tempo todo é ansioso e/ou inseguro. Ou seja, se você rói unha você pode ser visto por uma boa parte da sociedade como um medroso frangote. Que triste não? Mas é verdade. (não a parte sobre ser frangote!) Pode ter certeza que a maior parte das suas manias tem impacto no que os outros pensam de você. Sem ir muito a fundo nesse oceano, só estou dizendo, por exemplo, que a maior parte das pessoas na rua devem me achar louca (e acham você esquisito/louco também! – aposto!). Explico. Eu particularmente tenho duas manias meio estranhas (visualiza mentalmente pra fazer mais efeito): eu ouço música com phone de ouvido o tempo todo e fico cantando, mas sem fazer som. Então as pessoas só me vêem mexendo a boca toda empolgada sem emitir um som. É, eu deveria parar com isso... E o segundo, e muito pior: eu faço careta o tempo todo. Isso significa: em qualquer lugar. E adoro fazer careta pelas costas das pessoas... Já falei pra minha irmã mais nova a dica para casos como esse e que pode ser aplicada a todas as manias/esquisitices: manias todos têm, só não deixe seu namorado descobrir.
Não vou fazer careta até o segundo ano de casamento. Digo, só pelas costas do meu marido.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Eu disse!!!!


Sobre Copa do Mundo, patriotismo e palpite certeiro

Primeiro jogo do Brasil. Não sei na sua cidade, mas na minha estava tudo diferente hoje. Todo mundo corria de lá pra cá pra terminar tudo antes das 15h. A correria era generalizada e mais parecia que o fim do mundo estava chegando. Mas é claro que isso não era tudo! É no di de jogo do Brasil que aparecem os figurinos mais inusitados. Mal começou a manhã de terça e além de ver uma três mil camisas amarelas por toda parte da cidade há também as perucas mal ajambradas, unhas coloridas e chapéus que vão do “ãhn?” até a crise risos incontrolável. Até chefe de setor entrou na onda. Mas lembre-se: a reportagem do último “Fantástico” disse para não sair abraçando o chefe na hora do gol, que pega mal!
E é justamente esse excesso de decoração verde e amarela, empolgação e patriotismo
(colocado entre aspas por muitos) que Copa após Copa é alvo de crítica. “Brasileiro só tem orgulho do seu país na Copa do Mundo. E se o Brasil ganhar!”. Quem nunca ouviu daí por diante? Eu concordo que o brasileiro se empolga muito. Na verdade chego a duvidar que haja algum país mais empolgado do que o Brasil em Copas do Mundo. Acho que no máximo o país que sedia os jogos pode chegar a ultrapassar a nossa empolgação. E olha lá!
Brasileiro só ama o país durante a Copa? Quer o quê? Que odiemos o Brasil durante a Copa? Brasileiro pode falar mal do seu país o ano inteiro, mas só nós podemos falar mal do nosso país! Durante a Copa do Mundo que nenhum estrangeiro venha falar mal do Brasil. Se não apanha!

E fique registrado que eu disse pra todo mundo do trabalho que ia dar Brasil 2x1 CDN. Estou ficando boa de palpite! Acho que vou até repensar sobre a possibilidade de participar do “bolão” da galera...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Meu pesadelo de infância


Sobre dentista, mais direito do consumidor burlado e radiografias odontológicas

Desde criança nunca gostei de dentistas. Não das pessoas que têm essa profissão (algumas até que são legais). Nunca gostei da profissão, da forma colo ela normalmente é exercida e tudo que ela envolve. Por isso nunca gostei do cheiro nem do barulho dos consultórios. Por que os dentistas normalmente querem conversar com você enquanto fazem o procedimento na sua boca? Aí ele te pergunta “Você é daqui do Rio mesmo ou veio de outra cidade?”. E tudo que você pode responder com o aviso dado a você previamente (“Não mexe se não vou ter que refazer tudo”) em mente é: “aham”. Eu sei que a maioria dos homens não vê problema algum nessa resposta, mas a mim incomoda profundamente já que, a meu ver, esse tipo de resposta exige uma resposta que exclui a outra possibilidade. Enfim, talvez nós mulheres estejamos redondamente enganadas.

Fora o sugador, a grande quantidade de gaze e algodão enfiada na boca, o barulho das maquininhas e o tamanho da pistola de anestesia, odeio também algumas coisas relacionadas aos atendimentos dentários. Exemplo? As radiografias. Após ter meu direito de consumidora de ser atendida em menos de 30 minutos burlado novamente, fui atendida na clínica radiológica. (Tem alguém aí sendo atendido em menos de 30 minutos?) Eu não sei quem inventou o design daquelas plaquinhas de radiologia odontológica, mas eu poderia facilmente incluir aquilo na minha lista de coisas mais odiadas na face da Terra! Quando o técnico encaixa aquela pecinha no fundo da boca e manda morder a peça plástica sai até lágrima dos meus olhos.

Mas dessa vez teve tudo isso e ainda mais. Por algum motivo todas as radiografias dessa vez estavam dando errado, e a técnica resolveu então me mostrar aonde eu deveria morder para a peça não sair do lugar. Detalhe: se aquilo vai dentro da minha boca, como vou ver onde morder corretamente? (!!) Uma hora ela me pedia pra morder forte a peça plástica para não escapar. Depois ela me pedia pra não morder (porque eu estava fazendo muita força). Isso sempre acompanhado do pedido para “relaxar a boca” (como? Se eu tenho uma placa na boca me fazendo debulhar em lágrimas!). Por fim ela me disse que eu tinha que morder menos forte do que eu mordo, mas um pouco menos fraco do que quando eu não mordo. Ah! Era só isso? Por que ela não disse antes?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Embalagens muito sinceras


Sobre embalagens sinceras (e outras mentirosas) e relacionamento

Um dia desses eu estava comendo um biscoito que ganhei no lanchinho do ônibus de viagem (diga-se de passagem, lanches de ônibus de viagem são bem melhores do que de avião) e reparei que na embalagem dizia “foto meramente ilustrativa”. É verdade que muitas embalagens com fotos dos respectivos produtos alertam que aquela é só uma “foto ilustrativa”. Mas o que me chamou a atenção neste caso é o "meramente". É como dizer “o que você vai encontrar dentro do pacote não é nem de longe o que tá mostrando aí na fotinho ao lado”. Embalagens de pizza, lasanha ou qualquer tipo de congelado deveria ter exatamente a inscrição que acabei de citar! O conteúdo é sempre o avesso da foto da embalagem.

Mas enfim! A verdade é que seria muito mais prático se as pessoas viessem com avisos como esses."A imagem que você está vendo não corresponde exatamente ao conteúdo". Apesar de que o conceito de imagem tem mudado muito nos últimos tempos... Imagem nem mesmo está necessariamente associada a uma coisa física, real hoje em dia. Explico. Tem um filme que eu gosto muito que diz que na era digital, se você quer se sentir mais bonita você não compra uma roupa nova ou corta o cabelo, você só atualiza seu perfil.

Nada contra a internet. Mas que o sentido de conhecer alguém mudou, isso mudou sim. Se o telefone já fazia com que duas vizinhas conversassem sem terem que se encontrar, que dirá agora com a internet.

Mas tudo bem. Se alguém quiser me conhecer melhor é só me adicionar no Orkut. J

Filme: “Ele não está tão a fim de você”

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Alguém ainda escreve carta hoje em dia?


Sobre leituras, internet, loucura e preguiça

Aos 14 anos enviei uma carta ao escritor Fernando Sabino, após ler seu livro “O grande mentecapto”. Recebi um envelope algumas semanas depois com um livro dele autografado. Mandei outra carta agradecendo o livro e ele me mandou outro livro autografado. No fim foram quatro livros.
Faz sei-lá-quanto-tempo que não escrevo uma carta. Nem me lembro mais como é (como que se faz o cabeçalho de carta mesmo?). Acho que quase ninguém se lembra mais. Até mesmo o e-mail já está caindo em desuso. Só um recado no Orkut já é suficiente. Será que se minha história dos livros acontecesse hoje em dia o autor iria me mandar um e-mail com um e-book anexado?
Pra mim a internet deixou as pessoas compulsivo-neurótico-obsessivas (termo cunhado por mim, eu acho...) e preguiçosas. Explico. Quando eu tinha 11 ou 12 anos e saía sozinha ou com minha irmã pelo bairro em que morávamos, eu sempre pedia pra ela ir atrás, pois eu tinha medo de que tivesse alguém me seguindo. Se eu estivesse sozinha, eu olhava pra trás o tempo todo. (Só pra esclarecer, isso já passou!) Hoje em dia você segue e é seguido por pessoas no Twitter, nos blogs... Venci meu medo real para agora ser seguida on-line. (!)
Ainda pra completar, esses dias pedi que minha irmã (a mesma citada acima) lesse um dos posts do meu blog pra ver o que ela achava. Ela simplesmente disse que tinha preguiça de ler. Se nem minha irmã quer ler, num quero nem pensar em quantos leitores vou ter... Talvez se fosse um microblog, ou melhor, se fosse um vlog teria mais público... No fim convenci de pelo menos eu ler pra ela e ela só escutar... (!)
É por isso que não acredito em Twitter. As pessoas de hoje em dia não lêem mais. Ninguém lê nem as legendas das fotos do Orkut! Acho que da próxima vez eu vou colocar um desenho meu aqui, em vez de ficar escrevendo esse monte de bobeiras. :)