Sobre dentista, mais direito do consumidor burlado e radiografias odontológicas
Desde criança nunca gostei de dentistas. Não das pessoas que têm essa profissão (algumas até que são legais). Nunca gostei da profissão, da forma colo ela normalmente é exercida e tudo que ela envolve. Por isso nunca gostei do cheiro nem do barulho dos consultórios. Por que os dentistas normalmente querem conversar com você enquanto fazem o procedimento na sua boca? Aí ele te pergunta “Você é daqui do Rio mesmo ou veio de outra cidade?”. E tudo que você pode responder com o aviso dado a você previamente (“Não mexe se não vou ter que refazer tudo”) em mente é: “aham”. Eu sei que a maioria dos homens não vê problema algum nessa resposta, mas a mim incomoda profundamente já que, a meu ver, esse tipo de resposta exige uma resposta que exclui a outra possibilidade. Enfim, talvez nós mulheres estejamos redondamente enganadas.
Fora o sugador, a grande quantidade de gaze e algodão enfiada na boca, o barulho das maquininhas e o tamanho da pistola de anestesia, odeio também algumas coisas relacionadas aos atendimentos dentários. Exemplo? As radiografias. Após ter meu direito de consumidora de ser atendida em menos de 30 minutos burlado novamente, fui atendida na clínica radiológica. (Tem alguém aí sendo atendido em menos de 30 minutos?) Eu não sei quem inventou o design daquelas plaquinhas de radiologia odontológica, mas eu poderia facilmente incluir aquilo na minha lista de coisas mais odiadas na face da Terra! Quando o técnico encaixa aquela pecinha no fundo da boca e manda morder a peça plástica sai até lágrima dos meus olhos.
Mas dessa vez teve tudo isso e ainda mais. Por algum motivo todas as radiografias dessa vez estavam dando errado, e a técnica resolveu então me mostrar aonde eu deveria morder para a peça não sair do lugar. Detalhe: se aquilo vai dentro da minha boca, como vou ver onde morder corretamente? (!!) Uma hora ela me pedia pra morder forte a peça plástica para não escapar. Depois ela me pedia pra não morder (porque eu estava fazendo muita força). Isso sempre acompanhado do pedido para “relaxar a boca” (como? Se eu tenho uma placa na boca me fazendo debulhar em lágrimas!). Por fim ela me disse que eu tinha que morder menos forte do que eu mordo, mas um pouco menos fraco do que quando eu não mordo. Ah! Era só isso? Por que ela não disse antes?
2 comentários:
Oi Liz!!!
Conheci teu blog hj!
Gostei mto, e gostei desse post em especial, hehehe!
Por isso que eu evito conversar com meus pacientes enquanto atendo, hehehe! É chato mesmo!
Parabéns pelo blog!
Bjinhos
Nossa! Seria legal conhecer mais dentistas por aqui e sensibiliza-los quanto a isso! hihiihihih Volte sempre!
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